Cumprimento a ilustríssima prorreitora do ciesa Dra. Maria de Fatima Rodrigues Martins, e todas as autoridades que compõem a mesa, bem como os demais presentes.

Outro dia voltei ao Ciesa depois de meses longe daqui. Nostalgia foi pouco pro que eu senti andando por esses corredores tão cheios de historias… poderia falar da Coluna Maldita, ou do professor Bernardo pegando o buquê no meu casamento. Ou até mesmo daquela historia do discurso erudito. Mas isso tudo fica pra outro momento. Hoje a noite é especial, então vamos conversar sobre coisas e pessoas especiais.

E nada mais especial que: amor. Essa força tão intangível, difícil de se perceber, de se entender e explicar. Um sentimento que não aparece sozinho. Ele vem, por exemplo, com uma grande felicidade no inicio, e uma grande saudade no fim.

O Ciesa foi o cenário de momentos em que nos deparamos com novos amores, como a própria instituição e todos que trabalharam duro pra que estivéssemos aqui, de beca e capelo. Ou o amor ao conhecimento e aos nossos grandes professores que encheram nossa cabeça dele. Meus queridos, não é a toa que há tanta homenagem a vocês. Uma parte essencial na nossa jornada, por isso em nome de todos eu digo: muito obrigado.

E como não falar do maior de todos os amores que foram vocês. Grandes amizades nasceram aqui. Olho pra vocês e vejo colegas, amigos, irmãos e irmãs. Vejo uma segunda família. Por isso é triste não estarmos todos comemorando esse dia juntos. E não falo somente dos outros formandos, mas também de amigos como Frank, Di-Stefano, Vitoria, (…) e tantos mais que participaram dessa maratona e não chegaram ao fim. Nossa historia não seria a mesma sem eles.

E são despedidas como essa que nos fazem ver o amor por uma segunda ótica: a da saudade. Dizem que vivemos em função daqueles que amamos, e isso faz com que dizer adeus a quem se ama incondicionalmente seja uma das tarefas mais difíceis que existe nesse mundo. No tempo que estivemos aqui nos despedimos de amigos, paixões, entes queridos… e agora nos despedimos novamente, do CIESA e da rotina de vir aqui todos os dias. É o fim de uma era, e vai fazer falta.

Mas esse é o ciclo da vida, onde fins significam novos começos. Hoje finalizamos o cilco como universitários para iniciar outro como doutores, futuros juízes, promotores, delegados, desempregados… como futuros papais e mamães. Vocês já pararam pra pensar que um dia seremos nós sentados ali, vendo nossos filhos recebendo esse canudo?, felizes e orgulhosos como nossos pais estão agora. “Vivemos em função de quem amamos”, e não há nada que represente melhor essa frase do que tudo que vocês fizeram por nós. Então, em nome de todos eu digo: Pai, Mãe… vocês são as pessoas mais fantásticas desse universo, e nada que eu diga aqui vai conseguir representar o que sinto por vocês. Mas as mensagens mais bonitas são aquelas ditas em silêncio, entao…

É cara, a vida é seria! E que graça teria se não fosse, não é verdade? As pedras no caminho são o que deixa ainda mais saboroso o gosto do sucesso. Todos tivemos nossas batalhas e ainda teremos varias. Eu mesmo tive a minha, e foi com ela que ganhei essa cicatriz maneira e a honra de representar essa turma maravilhosa. Daqui de cima me sinto um símbolo da nossa vitória. Porque e é isso que todos nós somos: vitoriosos.

E pra finalizar, um verso de uma das minhas músicas favoritas. Ele diz assim:

“Podem me tirar tudo que tenho, só não podem me tirar as coisas boas que eu já fiz pra quem eu amo”

A música se chama Dias de Luta, Dias de Glória, um nome que representa muito bem o nosso momento, pois foram nossas glorias e lutas que nos moldaram e tornaram os homens e mulheres que somos hoje. Então vamos comemorar nossa vitória, vamos comemorar esse momento aqui e todos os outros que vivemos com as pessoas que amamos, porque, meus amigos, ninguém jamais vai tirar isso de nós.

Muito obrigado.
Vitor Machado

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